7/28/2017 5:43:24 PM

IBM cria HD que armazena dados em um único átomo

Tecnologia IBM

Os HDs atuais precisam de 100.000 átomos para guardar um bit

Os pesquisadores da IBM desenvolveram uma tecnologia que pode gerar uma revolução no armazenamento de dados: pela primeira vez, eles conseguiram guardar uma informação em apenas um átomo. A descoberta abre caminho para a criação de discos rígidos de altíssima capacidade, já que os dispositivos atuais precisam de cerca de 100.000 átomos para armazenar um único bit.


O HD atômico da IBM é baseado no hólmio, um metal raro na Terra, minerado em países como China, Estados Unidos e Brasil. A produção do elemento químico é de apenas 10 toneladas por ano. Ele é estável, tem um campo magnético fortíssimo e faz parte da família das terras raras, que também inclui o neodímio (você já brincou com um ímã de neodímio?).


Como ele funciona? O hólmio pode ser unido a uma superfície de óxido de magnésio e recebe uma corrente elétrica por meio de uma agulha, que pode inverter os pólos norte e sul do átomo, mais ou menos como já acontece nos atuais HDs. Depois, é possível medir o magnetismo de cada átomo para descobrir em qual estado ele está. Um bit é 0 ou 1, então basta adotar norte como 0 e sul como 1 (ou vice-versa) e pronto.

A IBM sugere que sua tecnologia permitiria guardar o acervo de 35 milhões de músicas da iTunes Store em um disco rígido do tamanho de um cartão de crédito. Pense nas implicações que isso teria: poderíamos armazenar terabytes ou petabytes de dados em nossos smartphones, e o tamanho dos datacenters futurísticos seria drasticamente reduzido.


Isso não deve acontecer do dia para a noite, claro. O HD atômico da IBM funciona sob condições que tornam a tecnologia extremamente cara: ele opera a 5 Kelvin (–268,15 ºC), com resfriamento por hélio líquido, e necessita de vácuo extremo. Além disso, as fabricantes de HDs precisam descobrir como controlar a posição de cada átomo em uma nanoestrutura, o que exige equipamentos bem mais precisos que os atuais.

Mas o futuro é promissor.

O estudo completo foi publicado na Nature.


Originalmente publicado em: Tecnoblog
 

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