Como o AMS apoia a implantação de ERP: veja o caso da Vigor Alimentos
A implantação de um ERP empresarial é um dos projetos mais estratégicos e complexos dentro de uma organização. Afinal, sistemas dessa natureza estão conectados a processos essenciais do negócio, integram diferentes áreas e concentram dados fundamentais para a operação.
Por isso, substituir ou modernizar essa estrutura exige mais do que implementar uma nova tecnologia: é necessário garantir que a empresa continue funcionando enquanto a transformação acontece. Neste artigo destacamos como o AMS atua junto a um projeto de implantação de ERP, garantindo continuidade na operação. Confira, a seguir, um exemplo real deste projeto que realizamos para uma grande empresa do setor alimentício: a Vigor Alimentos.
Por que a implantação de ERP pode impactar a operação?
Um ERP se conecta a processos que atravessam diferentes áreas da empresa. Dependendo da estrutura do negócio, uma alteração pode envolver dados, integrações, aplicações satélites, processos financeiros, administrativos, logísticos, produtivos e diferentes fluxos utilizados pelos colaboradores.
Projetos dessa natureza são um desafio importante para os negócios: segundo o Gartner, até 2027 mais de 70% das iniciativas de ERP implementadas recentemente podem não atingir completamente os objetivos previstos.
Isso não significa que empresas devam evitar a modernização, mas entender que a implementação de um ERP não acontece isoladamente. Foi o que aconteceu na Vigor: a companhia entendia a necessidade de modernização e, ao mesmo tempo, a importância de manter a operação rodando.
Quais são os principais desafios na implantação de um ERP?
Cada organização possui um ambiente tecnológico diferente e, consequentemente, os riscos precisam ser avaliados dentro dessa realidade. Ainda assim, alguns pontos exigem atenção especial.
Um deles é a migração de dados. Informações históricas precisam ser identificadas, avaliadas e preparadas para que a mudança não comprometa a confiabilidade do novo ambiente.
Outro desafio são as integrações de sistemas empresariais. ERPs dificilmente funcionam sozinhos. Aplicações legadas, plataformas específicas e sistemas satélites podem continuar desempenhando funções essenciais durante e mesmo depois da implantação.
Há ainda a necessidade de dividir recursos. Se todos os especialistas internos forem direcionados ao novo ERP, quem ficará responsável pelas demandas dos ambientes existentes?
Essa foi uma questão central no projeto da Vigor Alimentos. A companhia precisava realizar a implantação do ERP enquanto mantinha a operação estruturada, com suporte tecnológico para não interromper o trabalho. Veja, a seguir, como este exemplo mostra um caminho seguro na implantação de ERP com apoio do AMS. Assim, transformação digital empresarial, com a devida redução de riscos, traz os ganhos desejados.
Vigor Alimentos: transformar sem deixar a operação parar
Durante a adoção de um novo software de gestão empresarial, a Vigor precisava atuar simultaneamente em duas frentes: avançar na transformação tecnológica e manter o legado do negócio, incluindo a segurança das informações e o histórico presente nos sistemas existentes.
O projeto exigia que profissionais internos se concentrassem na implantação do novo ERP. Ao mesmo tempo, a estrutura tecnológica já utilizada pela companhia precisava continuar funcionando e atendendo às demandas operacionais.
Por meio do serviço de AMS, a AMcom passou a assumir a manutenção dos sistemas legados e as solicitações relacionadas a esse ambiente. Com isso, o time da Vigor pôde concentrar maior esforço nos novos projetos tecnológicos sem deixar de atender as necessidades da operação.
Entre os resultados relatados no case da Vigor Alimentos estão a resolução das solicitações de suporte, maior clareza na priorização dos chamados, redução do esforço interno dedicado à manutenção dos sistemas satélites e maior proximidade com os usuários.
O exemplo mostra uma característica importante dos projetos de ERP: continuidade operacional e transformação precisam ser planejadas em conjunto.
Como planejar uma implantação de ERP com menor risco?
Não existe um único modelo aplicável a todas as organizações. A estratégia depende da criticidade dos sistemas, das integrações existentes, do volume e qualidade dos dados, da estrutura das equipes e dos processos que serão impactados. Mas reduzir riscos começa antes da implantação.
É necessário mapear quais aplicações e processos dependem do ambiente atual, identificar sistemas críticos, definir responsabilidades e entender quais recursos serão necessários tanto para construir o futuro quanto para sustentar o presente.
Nesse planejamento, alguns pontos merecem atenção:
- mapear sistemas, processos e integrações impactados;
- identificar aplicações e operações críticas para o negócio;
- definir responsáveis pelo novo projeto e pela sustentação do ambiente existente;
- estabelecer prioridades e critérios de atendimento;
- estruturar testes antes das mudanças em produção;
- preparar a migração e a governança dos dados;
- acompanhar indicadores e ocorrências durante a transição;
- planejar o suporte pós-implantação.
A lógica é reduzir as mudanças não controladas. Em vez de tratar o go-live como um evento isolado, a empresa passa a enxergar a implantação como uma transição que começa no planejamento e continua durante a estabilização do novo ambiente.
Como o AMS apoia projetos críticos de ERP?
AMS, ou Application Management Services, reúne práticas e serviços voltados à sustentação, suporte e evolução contínua das aplicações de uma organização.
Durante uma transformação de ERP, essa estrutura pode assumir um papel estratégico porque permite estabelecer uma frente especializada para cuidar dos sistemas e demandas que não podem simplesmente ser suspensos enquanto o novo projeto avança.
Na AMcom, o serviço de AMS e Sustentação atua na manutenção e evolução dos ambientes tecnológicos, com acompanhamento das demandas e foco na estabilidade das aplicações.
No caso da Vigor, por exemplo, foram estabelecidos KPIs previamente acordados, incluindo tempos máximos para resolução de tickets e critérios para definir estrategicamente as prioridades. Assim, situações capazes de impactar a operação recebem o tratamento adequado enquanto a equipe interna mantém o foco no projeto de transformação.
Esse modelo também ajuda a preservar conhecimento sobre sistemas legados durante a migração. Mesmo quando determinada aplicação será substituída futuramente, ela continua fazendo parte da operação até que a transição esteja efetivamente concluída.
Quando planejamento, migração, integração, sustentação e suporte pós-implantação fazem parte da mesma estratégia, a empresa consegue avançar na transformação digital sem perder de vista aquilo que nenhuma mudança tecnológica pode comprometer: a continuidade do negócio.
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