O uso de tecnologias como o RPA (Robotic Process Automation) tem se tornado cada vez mais estratégico para empresas que buscam redução de custos, aumento de produtividade e eficiência operacional. Por meio da automação de processos repetitivos com trabalhadores digitais, é possível otimizar recursos, eliminar desperdícios e liberar os colaboradores para atividades mais analíticas, criativas e estratégicas.
RPA e a nova revolução da automação de processos
Estamos inseridos na chamada Quarta Revolução Industrial, uma era marcada pela digitalização, uso intensivo de dados e automação inteligente em larga escala. Em um cenário de constantes mudanças, alta competitividade e crises globais, como a pandemia, torna-se essencial para as organizações ganharem agilidade, se adaptarem rapidamente e eliminarem ineficiências operacionais.
Nesse contexto, a adoção de tecnologias emergentes, como o RPA, oferece uma solução concreta para melhorar processos, minimizar erros humanos, reduzir custos operacionais e gerar vantagem competitiva sustentável.
O que é RPA (Robotic Process Automation)
A sigla RPA significa Robotic Process Automation ou, em português, Automação Robótica de Processos. Ao contrário do que muitos pensam, o RPA não envolve robôs físicos, mas sim softwares inteligentes capazes de imitar ações humanas em sistemas digitais.
Como funciona o RPA na prática
Esses robôs digitais conseguem:
- Acessar sistemas corporativos com segurança
- Preencher campos e formulários automaticamente
- Extrair e consolidar dados
- Realizar cálculos e verificações
- Enviar relatórios e e-mails
- Executar tarefas repetitivas com alta velocidade e precisão
Exemplo prático: imagine uma tarefa diária como gerar relatórios de vendas e enviar por e-mail a um gestor. Com RPA, esse processo pode ser executado automaticamente todos os dias, no mesmo horário, sem erros ou atrasos.
Principais benefícios do RPA nas empresas
Ao implementar o RPA, as empresas passam a contar com diversos ganhos concretos:
- Redução significativa de erros humanos, já que os robôs seguem regras pré-definidas
- Qualidade e consistência na execução de tarefas, com alta padronização
- Aumento da produtividade, pois os robôs operam em alta velocidade e sem pausas
- Disponibilidade operacional 24 horas por dia, 7 dias por semana
- Redução de custos operacionais com tarefas manuais
- Aproveitamento mais estratégico do capital humano, com foco em tarefas analíticas
- Melhoria da experiência do cliente, com processos mais rápidos e assertivos
De acordo com estudos de mercado, empresas que adotam RPA corretamente conseguem retorno sobre o investimento (ROI) em poucos meses.
Diferença entre RPA e RDA: qual escolher para automatizar processos?
Além do RPA, uma outra sigla do mundo da automação tem ganhado destaque: o RDA. Mas afinal, qual é a diferença entre RPA e RDA?
Como já comentamos, empresas buscam constantemente melhorar processos, aumentar a produtividade e reduzir custos. O RPA já é uma tecnologia conhecida e confiável nesse contexto. Porém, um novo modelo tem se tornado cada vez mais popular: o RDA – Robotic Desktop Automation.
Essa automação se diferencia por exigir uma pequena interação humana, o que permite atender situações em que o RPA tradicional não é viável.
O que é RDA?
RDA (Robotic Desktop Automation), ou Automação Robótica de Desktop, é uma tecnologia que combina automação com etapas manuais. A maior parte do processo é executada por robôs, mas algumas ações específicas ainda dependem do usuário, como:
- Validar informações
- Inserir dados complexos
- Realizar aprovações manuais
Já o RPA (Robotic Process Automation) executa todo o processo de forma autônoma, sem envolvimento humano.
Exemplo prático: RPA vs RDA no setor financeiro
Imagine um processo de pagamentos onde o robô localiza boletos no site do banco, valida os dados e realiza os pagamentos. Em um cenário ideal, tudo seria feito via RPA.
Porém, muitos bancos exigem validações manuais, como uso de token ou CAPTCHA. Isso inviabiliza o uso do RPA puro.
Nesse caso, o RDA é a solução ideal: o robô executa todas as etapas, e o analista apenas insere o token quando necessário. Assim, o processo segue automatizado com mínimo esforço humano.
Esse modelo híbrido também permite que o analista identifique erros — como boletos com vencimento errado — ainda durante o processo. Resultado: menos falhas, mais eficiência e economia.
Ferramentas de RDA: conheça as principais opções
No mercado atual, a principal ferramenta de RDA (Robotic Desktop Automation) é o Pega System, seguida por outras soluções em ascensão, como a Helpsystems.
Também é possível implementar automação com interação humana usando plataformas de RPA tradicionais, como:
A grande vantagem das ferramentas próprias de RDA é que elas oferecem recursos específicos para integrar o usuário ao processo. Por exemplo, podem impedir que um formulário seja salvo se o usuário não preencher dados críticos — o que reduz significativamente erros humanos.
RPA e RDA: aliados na automação de processos
Como vimos, o RDA é indicado para processos que requerem validação humana, enquanto o RPA atua de forma 100% automatizada.
Quando usados em conjunto, RPA e RDA aumentam a produtividade, ampliam o alcance da automação e permitem atender mais clientes e fornecedores.
Casos de uso: RPA e RDA no financeiro e no agronegócio
No setor financeiro, mostramos como o RDA auxilia no processamento de pagamentos com validações manuais. Já o RPA pode ser aplicado em diversas áreas, incluindo setores estratégicos como o agronegócio.
Em 2020, o uso de tecnologia foi um dos principais fatores para o alto desempenho do agronegócio. As aplicações incluem:
- Análise de solo
- Controle de pragas
- Automação de máquinas
- Monitoramento em tempo real
Essa transformação digital contribui diretamente para otimizar custos e aumentar a produção, reforçando o papel da automação na evolução do setor.
Ferramentas de RDA
A principal ferramenta de RDA no mercado hoje é o Pega System, sendo que algumas outras, menores, também vêm ganhando seu espaço, como a Helpsystems. Também é possível realizar artefatos com interação humana utilizando ferramentas de RPA como as da Uipath, Automation Anywhere ou Blueprism.
A principal diferença das ferramentas próprias de RDA é que elas possuem funcionalidades específicas e muito interessantes na questão da integração humana. Um exemplo muito prático é a possibilidade de bloquear o botão de salvar caso o usuário esqueça de preencher alguma informação crítica e cognitiva no processo. Isso auxilia ainda mais nas questões de erro humano, quase que os impossibilitando.
Como comentamos no início, a vantagem do RDA é justamente que estes robôs realizam processos que os robôs de RPA não conseguem ou não são indicados.
Ainda assim, num momento em que muitas empresas estão olhando para robotização de processos, acredito que ambos: RPA e RDA não só podem como devem andar juntos. Assim as empresas conseguem atender ainda mais processos, clientes e fornecedores, impactando diretamente na produtividade dos times e no aumento das receitas da organização.
RPA no agronegócio: transformação digital no campo
O agronegócio brasileiro está passando por uma verdadeira transformação digital, e o RPA (Robotic Process Automation) tem sido um dos principais aliados dessa evolução.
Grandes empresas do setor estão investindo em startups e criando comitês de inovação tecnológica para acompanhar o ritmo acelerado do mercado.
Prova disso é o crescimento das AgTechs no Brasil: segundo a Radar AgTech Brasil 2019 (SP Ventures, EMBRAPA e Homo Lundes), foram registradas 1.125 startups voltadas ao agro, com soluções que cobrem toda a cadeia — antes, dentro e depois da porteira.
Integração e parceria são essenciais
Muitos ERPs de mercado têm buscado parcerias com startups para entregar soluções completas e integradas ao produtor rural. O desafio está em adotar tecnologias que aumentem a produtividade sem elevar os custos com mão de obra.
É nesse cenário que a automatização de processos com RPA ganha força, tornando-se uma ferramenta estratégica para:
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Reduzir falhas humanas
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Programar ações de forma inteligente
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Otimizar recursos e evitar desperdícios
A nova geração no campo exige inovação
Com novas gerações cada vez mais conectadas e familiarizadas com a tecnologia, cresce a demanda por soluções realmente úteis e que gerem resultados.
Felizmente, o RPA vem “salvando a lavoura” com sua capacidade de automatizar rotinas repetitivas e permitir que as pessoas se dediquem a tarefas mais estratégicas.
Importante: O RPA não substitui pessoas, mas transforma o trabalho, trazendo o agronegócio para mais perto do futuro digital.
Vantagens do RPA no agro
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Monitoramento de fenômenos que afetam o plantio e colheita
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Maior controle dos processos agrícolas
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Agilidade na colheita e seleção de produtos
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Redução de perdas e melhoria da qualidade
Conclusão: RPA como pilar da hiperautomação
O RPA é um dos pilares da chamada hiperautomação, conceito que une diferentes tecnologias para transformar processos empresariais de ponta a ponta.
Ao adotar a automação robótica de processos, sua empresa ganha em eficiência, produtividade e competitividade, sem comprometer a qualidade. O segredo está em identificar os processos certos para automatizar e contar com parceiros especializados na jornada.
Na AMcom, ajudamos organizações a estruturarem e implementarem soluções de RPA com foco em ganho de eficiência e redução de custos. Se você deseja acelerar sua transformação digital, entre em contato com nossos especialistas.
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